Resgatando um Passado Maravilhoso
Antonio Carlos Gonçalves
Turma de 62 – GEVOA

Resgatando um passado maravilhoso
Antonio Carlos Gonçalves

Gente,
Estive ontem na escola junto com a Gloria, a Mazé, para verificar os reparos necessários nas instalações do refeitório e confesso que fiquei meio chapado. Olhei a escola… aqueles corredores. as salas de aulas…, e me vieram lembranças, boas lembranças bons momentos que passamos e que vivemos.
As lembranças começam com aqueles corredores de cerâmica vermelha, sempre bem encerado, (hoje trocado por um piso cinza), das escadas de granilite com corrimão que fazíamos de escorregador, do local da cooperativa, hoje um vestiário juntamente com a parede onde pintamos aquele mural. Na minha imaginação eu ainda enxergo o mesmo naquele lugar.

Andei pelo pátio externo observando os alunos tendo aula de Ed. Física e enxerguei a nós mesmos. A sala do Frank e Ephigenia permanece igual. A quadra, eu imaginava maior, bem como a arquibancada e também a cobertura da mesma onde o Prof Frank nos “ajudava” carinhosamente ” a atravessar.
Lembranças da ginástica de solo, dos colchões verdes, do ping-pong, das apresentações de quadrilha, de danças, da montagem cenográfica que fizemos de Santo Amaro.
Gente foi muito gostoso lembrar disso tudo, ali.

Dá tristeza ver as salas, na maioria re-divididas, perderam personalidade, o charme, olhei para a parede onde estavam os armários de aço, como querendo vê-los naquele local, só lembranças da posição, da cor.
Me vi correndo pelos corredores como gostava de fazer, até atropelar, na curva em frente a sala de Praticas Comerciais, uma professora, que não me lembro quem foi. Me vi afundando o piso do corredor, quando o mesmo estufava, fazendo trabalhos de madeira em artes industriais, fazendo a vitrola, como eu gostava e até hoje curto eletrônica. Me ví em Artes Plásticas, pintando, trabalhando com linóleo (lembram-se) para fazer gravuras, preparando a “tempera” para fazer pintura, as aulas de pintura, os “a fresco” ( não sei se escreve assim ) preparando tinta com clara de ovo, a terebentina, etc quantas lembranças, gente, boas lembranças. Eu dou graças a Deus por ter podido freqüentar uma escola que realmente nos preparava para a família, para a comunidade e para o mundo.
Observei, porém os atuais alunos, com tristeza. Pessoal, eles não tem nada a ver com o nosso passado, é muito esquisito, é um comportamento muito diferente. Porque essa geração é tão diferente da nossa?
Só sei uma coisa, com certeza, estou resgatando um passado que foi maravilhoso e que me ajudou a formar a pessoa que sou hoje.
Um grande abraço a todos

Toninho

7 de outubro de 2004

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