Nossa História – Ginásio Vocacional – Nossa Vida
Professor Expedito de Oliveira
Supervisor de Estudos Sociais do SEV – 1962 – GVCP

 

Nossa Vida
Ginásio Vocacional – Nossa Vida
Professor Expedito de Oliveira

Entrei no Sistema de Ensino Vocacional, iniciando meu trabalho no Ginásio Vocacional “Cândido Portinari” , na cidade de Batatais, no ano de 1962. Antes, tive uma experiência, recém formado lecionei  na rede pública, no ginásio Nello Lorenzon, no bairro de Cangaíba, no ano de  1961, onde tomei conhecimento de uma colega do trabalho que estava desenvolvendo no Oswaldo Aranha, que me despertou um grande interesse.
Procurando maiores informações, fui até o Oswaldo Aranha, e logo, estava sendo entrevistado por nossa querida Maria Nilde e após algumas horas de “trocas” de idéias fui contratado e para iniciar o trabalho no dia seguinte (apesar dos meus 12 anos de trabalho no Banco Bandeirantes, onde ocupava um cargo relevante), mas não titubiei, e na manhã seguinte, após apresentar meu pedido de demissão ao Banco, iniciei meu treinamento no O.A. e onde me foi dada a oportunidade de escolher para qual cidade eu desejaria trabalhar, as opções eram várias, mas escolhi Batatais, cidade de economia basicamente de pecuária leiteira, como as demais cidades, cada uma tinha uma característica econômica:- Americana indústria têxtil; Rio Claro um centro ferroviário e Barretos a pecuária de corte (minha cidade natal) que foi preterida em função de querer dar toda dedicação possível ao meu tra-balho que desde o início foi me entusiasmando, pelos colegas, pelo tipo de trabalho que iríamos desenvolver.
Minha área Estudos Sociais, com dois professores um de formação de Geografia e outro de História, desenvolvendo um trabalho de máxima integração, sempre juntos, formando uma dupla perfeita.
No desenvolvimento de trabalho, os alunos trabalhavam em equipe, formada após a aplicação de um sociograma, pela orientadora educacional, dessa forma ninguém ficaria em uma equipe que era rejeitado por todos, pelo menos era respeitada a sua escolha de trabalhar com determinado colega e dessa forma, penso eu, melhor tenho certeza, já iniciava-se um trabalho de socialização, em que todos sentiam-se unidos em busca das soluções dos problemas lançados em uma aula Plataforma, como por exemplo “A FAMÍLIA” como é? a sua, a do seu colega as de outras cidades, do estado, do Brasil outros países. Assim desde o início já saíamos de nossa família e abrindo para todo o mundo, pois não podemos esquecer que em uma turma de alunos vamos ter vários que são de origem de outros países, tornando o nosso trabalho mais fácil.
Assim, utilizávamos várias técnicas de trabalho:- estudo supervisionado, estudo dirigido, trabalho em grupo, relatórios, síntese, mas ao meu ver o ESTUDO DO MEIO era a mola mestra de nosso sistema. Permitia que fossemos aos locais onde podíamos encontrar as respostas e soluções para todos os nossos problemas e questionamentos, como “O PAU DE ARARA” é um trabalhador preguiçoso, indolente, que vive embriagado, em busca de uma resposta, nada como ir com eles, trabalhar juntos, passar todo um dia, verificando suas condições de trabalho, de sua família, o que levava para comer…
No retorno, em sala de aula todos chegavam à conclusão; não são preguiçosos, mas sim mal alimentados, subnutridos e com a saúde em péssimo estado. Era a única forma de se obter uma resposta concreta, real de um trabalhador, indispensável para a nossa economia e em especial para nossa comunidade.
Para não alongar. Era através do ESTUDO DO MEIO que o trabalho de todas as áreas que formavam a grade curricular do GV, perfeitamente integradas, mostravam a importância de cada de nós para que pudéssemos atuar como um agente da cultura, como um verdadeiro cidadão, atuante em sua comunidade, no início, e posteriormente em todo o nosso mundo. Parafraseando, nossa querida mestre, Maria Nilde, “sete anos eu tivesse, sete anos eu daria”.

Professor Expedito de Oliveira

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